Temos um Bom Score de Acessibilidade. E Agora?
A formação “Temos um Bom Score de Acessibilidade. E Agora?” parte de uma pergunta simples: um bom score no AccessMonitor, AxeCore ou Lighthouse significa que o produto é acessível?
Esta formação aprofunda a distinção entre o que os validadores automáticos conseguem medir e o que só a inspeção manual, os leitores de ecrã e os testes com utilizadores conseguem revelar — terminando num plano de remediação que pode entrar diretamente no backlog de desenvolvimento.
Destinatários
Designers, developers front-end, testers de QA, UX researchers e responsáveis de conteúdo que já correm validadores automáticos mas precisam de ir além do score.
É também dirigida a equipas que necessitam de transformar descobertas de acessibilidade em tickets acionáveis e num processo de remediação recorrente, e que reconhecem que a validação com utilizadores reais é insubstituível pela auditoria técnica.
Objectivos
Esta formação tem como objetivo capacitar os participantes a distinguir o que as ferramentas automáticas detectam do que exige inspeção humana.
No final da formação terá as informações necessárias para validar produtos digitais com leitores de ecrã e em dispositivos móveis, conduzir sessões de validação com utilizadores reais de tecnologias de apoio, e converter todos estes achados num plano de remediação priorizado, com tickets prontos para o ciclo de desenvolvimento.
Programa
A formação “Temos um Bom Score de Acessibilidade. E Agora?” tem o formato online live-training e a duração de 6 horas, distribuídas em 2 módulos de 3 horas cada, no formato teórico-prático e com exercícios aplicados diretamente à realidade organizacional dos formandos.
Conteúdos
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1. Avaliação Técnica
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1.1. Ferramentas Automáticas:
- O que os Validadores Medem
Distinção entre o que scanners como o Axe, o Lighthouse e o WAVE detectam de forma fiável (contraste, alt, labels, ARIA, headings) e o que continua a exigir inspeção humana (ordem de leitura, foco preso, textos de link genéricos, drag & drop…). - Três Ferramentas Essenciais
Quando usar o Axe DevTools (precisão, integração em CI/CD), o Lighthouse (auditoria e relatórios de gestão) e o WAVE (visualização inline, ideal para formação e sensibilização). - Exercício “Score 100. Acessível?”
Auditoria comparativa numa página real do produto dos formandos com Axe e Lighthouse, seguida da deteção manual de 3 erros que nenhum dos dois scanners identificou.
- O que os Validadores Medem
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1.2. Inspeção Semântica:
- Estrutura de Headings e Landmarks
Leitura do documento apenas pelos títulos (Document Outline) e verificação de header, main, nav, aside e footer através dos ARIA Roles. - Listas, Tabelas e Ordem de Leitura
Uso correto de thead, th e scope em tabelas de dados, ul/ol em listas, e validação da ordem de leitura com o CSS desativado. - Exercício “Estrutura sem Estilo”
Leitura de uma página de conteúdo com o CSS desligado, comparando a história contada pela estrutura semântica com a contada pelo layout visual.
- Estrutura de Headings e Landmarks
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2. Experiência Real e Processo
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2.1. Leitores de Ecrã e Mobile:
- Leitores de Ecrã na Prática
NVDA e Narrator, VoiceOver e TalkBack — onde cada um domina, e como simular a experiência sem depender de hardware dedicado. - Exercício “Navegar sem Olhar”
Em pares, um formando navega às cegas com o leitor de ecrã enquanto o outro observa e cronometra os pontos onde o utilizador fica preso. - Acessibilidade Mobile
Touch targets mínimos, uso de teclado externo, zoom e reflow a 200%, e comportamento do foco ao rodar o ecrã.
- Leitores de Ecrã na Prática
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2.2. Validação com Utilizadores:
- Porque Testar com Utilizadores Reais
A diferença entre um formador a simular um leitor de ecrã e um utilizador real de tecnologia de apoio: vieses do avaliador, atalhos e estratégias de contorno que só quem usa a tecnologia diariamente revela. - Recrutar e Preparar Sessões de Teste
Onde encontrar participantes com necessidades de acessibilidade diversas (visual, motora, cognitiva, auditiva), consentimento informado, e como adaptar o guião de teste a cada perfil.
- Porque Testar com Utilizadores Reais
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2.3. Formulários e Remediação:
- Formulários e Interações Dinâmicas
Labels associados a cada campo, mensagens de erro anunciadas ao leitor de ecrã, gestão de foco em modais e uso de live regions em conteúdo que muda em reload. - Exercício “Preencher às Cegas”
Preenchimento de um formulário real apenas com teclado e leitor de ecrã, incluindo uma submissão propositadamente incompleta para testar o anúncio do erro. - Da Auditoria ao Ticket
Critérios de severidade, impacto e esforço para priorizar achados, incluindo os que só emergiram na sessão com utilizadores, e como escrever um ticket de acessibilidade que um developer consegue fechar sem ambiguidade. - Exercício “Plano de Remediação”
Consolidação dos achados de todos os exercícios anteriores, incluindo a sessão de validação com utilizadores, em tickets prontos para o backlog, cada um com o critério de aceitação que confirma a correção.
- Formulários e Interações Dinâmicas
- Handouts temáticos
- Exercícios práticos aplicados a processos reais
- Certificado de Frequência de Formação SIGO
- 22 e 24 de Setembro de 2026
Terça e quinta-feira das 10:00 às 13:00
Formador
Formador certificado pelo IEFP com mais de 28 anos de experiência em formação e em consultoria em User Experience.
Foi um dos pioneiros desta área em Portugal, tendo sido o primeiro presidente da Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade. Fundador e Curador da conferência internacional UXLx: User Experience Lisbon. Actualmente é docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e IADE.
Escreveu o livro "Web Design", editado pela FCA, com mais de 4 mil exemplares vendidos.
Local de Formação
1990-077 Lisboa
Portugal
Contactos
Chamada para a rede fixa nacional
