Acessibilidade para UX Writers
A formação “Acessibilidade para UX Writers” parte de um dado incómodo: a maioria das auditorias de acessibilidade falha por problemas de conteúdo, não de código.
Este curso reforça a importância da estrutura semântica, a hierarquia de cabeçalhos, as alternativas audiovisuais e as boas práticas de content design que tornam um produto verdadeiramente acessível, indo além do que um validador automático consegue avaliar.
Destinatários
Content designers, UX writers, designers de produto e developers front-end que criam ou implementam conteúdo digital, e equipas que precisam de tratar a acessibilidade de conteúdo como parte do processo de design e não como revisão de última hora antes do lançamento.
Objectivos
Esta formação tem como objetivo capacitar os participantes a estruturar conteúdo semanticamente correto, a construir hierarquias de cabeçalhos coerentes, a escrever alternativas textuais e audiovisuais eficazes, e a anotar conteúdo para handoff de forma que developers consigam implementar sem ambiguidade.
Programa
A formação “Acessibilidade para UX Writers” tem o formato online live-training e a duração de 6 horas, distribuídas em 2 módulos de 3 horas cada, no formato teórico-prático e com exercícios aplicados diretamente à realidade organizacional dos formandos.
Conteúdos
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1. Fundamentos e Estrutura Semântica
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1.1. Enquadramento e Semântica:
- Conteúdo como Camada Invisível de Acessibilidade
Por que a maioria das auditorias falha por problemas de conteúdo, não de código (alt em falta, heading escolhido por estética, link “clica aqui”). - Quem Depende do Conteúdo Bem Estruturado
Cegos e utilizadores de baixa visão, utilizadores de leitor de ecrã, dislexia e dificuldades cognitivas, navegação por voz, SEO e assistentes de voz. - O que o WCAG Diz sobre Conteúdo
Os princípios Percetível e Compreensível, e os critérios centrais desta formação. - Semântica: Dar Significado ao que o Olho não Vê
HTML semântico vs. div genérica, button vs. div estilizada, e landmarks para navegação por regiões. - Listas, Tabelas e Links
Quando usar ul, ol e dl; Tabelas de dados com th, scope e caption; O problema do “clica aqui”; a distinção entre botões e links. - Exercício “Auditar e Corrigir Estrutura”
Extrair a hierarquia de headings de uma página real como lista indentada, identificar 3 problemas de semântica e propor a correção com justificação.
- Conteúdo como Camada Invisível de Acessibilidade
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1.2. Hierarquia de Cabeçalhos:
- Planeamento de Página com Page Description Diagram
Como usar em sessões colaborativas com designers para listar o conteúdo de uma página por ordem de prioridade e nível de heading, antes do wireframe, fazendo a ponte entre estratégia de conteúdo e estrutura semântica. - Como os Leitores de Ecrã Usam Headings
Navegação por tecla H e por nível específico, e a lista de headings como índice invisível da página. - A Hierarquia Correta e os Erros Mais Comuns
H1 único por página, a regra de nunca saltar níveis, e o erro de escolher o heading pelo tamanho visual em vez da semântica. - Headings em Componentes e Páginas sem H1
Hierarquia própria em modais, cards e accordions; gestão do H1 em SPAs; o problema de páginas sem H1 ou com H1 duplicado. - Exercício “Revisão de Hierarquia em Equipa”
Criação de um Page Description Diagram para uma página real.
- Planeamento de Página com Page Description Diagram
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2. Alternativas, Boas Práticas e Processo
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2.1. Alternativas Audiovisuais:
- Alt Text: Princípios e Casos Especiais
Descrever o que a imagem comunica e não o que representa literalmente, quando o alt deve ficar vazio, e como tratar gráficos e diagramas complexos. - Vídeo e Áudio Acessíveis
Legendas fechadas vs. abertas, transcrições completas de conteúdo áudio, e audiodescrição para conteúdo visual relevante. - Ícones e SVG Acessíveis
Aria-label em ícones funcionais sem texto visível, title e desc em SVG inline, e aria-hidden em elementos puramente decorativos. - Exercício “Criar Conteúdo Alternativo”
Escrever o alt text de uma imagem hero, propor uma alternativa para um gráfico de dados, e reescrever 3 links genéricos com texto descritivo
- Alt Text: Princípios e Casos Especiais
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2.2. Boas Práticas de Conteúdo e Handoff:
- O Papel do Content Design em Acessibilidade
Decisões de conteúdo com impacto direto — texto de links, labels, mensagens de erro, e o content designer como primeira linha de defesa. - Linguagem Clara e Microcopy
Frases curtas e voz ativa, nível de leitura recomendado, e texto de links descritivo fora do contexto visual. - Estados Dinâmicos e Conteúdo Gerado: empty states e loading states com texto explícito, e a diferença entre aria-live polite e assertive.
- Anotações para Handoff
O modelo O QUÊ / PORQUÊ / COMO, e o que anotar além do design visual, com alt text, labels, mensagens de erro e idioma de elementos estrangeiros. - Exercício “Anotar para Handoff”
Anotar 4 elementos de um ecrã real (alt text, alternativa de gráfico, links, ícones) com o modelo O QUÊ/PORQUÊ/COMO e definir a prioridade de aria-live do conteúdo dinâmico.
- O Papel do Content Design em Acessibilidade
- Handouts temáticos
- Exercícios práticos aplicados a processos reais
- Certificado de Frequência de Formação SIGO
- 6 e 8 de Outubro de 2026
Terça e quinta-feira das 10:00 às 13:00
Formador
Formador certificado pelo IEFP com mais de 28 anos de experiência em formação e em consultoria em User Experience.
Foi um dos pioneiros desta área em Portugal, tendo sido o primeiro presidente da Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade. Fundador e Curador da conferência internacional UXLx: User Experience Lisbon. Actualmente é docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e IADE.
Escreveu o livro "Web Design", editado pela FCA, com mais de 4 mil exemplares vendidos.
Local de Formação
1990-077 Lisboa
Portugal
Contactos
Chamada para a rede fixa nacional
