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Acessibilidade para UX Researchers

Investigação com utilizadores além da conformidade
6 horas
Online Live-Training

Um produto pode ter um score perfeito nos validadores automáticos e continuar a excluir pessoas com deficiência. O fluxo pode ser confuso, a carga cognitiva excessiva, os erros sem forma de recuperação.

Esta formação foca-se na diferença entre conformidade técnica e design verdadeiramente inclusivo, e capacita os participantes a planear, recrutar, conduzir e analisar investigação com utilizadores de tecnologias assistivas desde o arranque do projecto.

Destinatários

UX researchers, designers e product managers que conduzem ou contratam investigação com utilizadores, e equipas que precisam de recrutar, moderar e analisar sessões com participantes com deficiência de forma rigorosa e atenciosa.

Objectivos

Esta formação tem como objetivo capacitar os participantes a identificar os vieses que excluem pessoas com deficiência da investigação, a recrutar e preparar sessões adaptadas a diferentes tipos de impedimento, a conduzir e moderar testes de usabilidade e outros métodos de investigação de forma inclusiva, e a transformar os achados em recomendações acionáveis e ligadas a métricas de negócio.

Programa

A formação “Acessibilidade para UX Researchers” tem formato live-training remoto e a duração de 6 horas, distribuídas em 2 módulos de 3 horas cada, em formato teórico-prático, com exercícios aplicados directamente à realidade organizacional dos formandos.

Conteúdos

  • 1. Relevância dos Impedimentos

  • 1.1. Porque Incluir Acessibilidade na Investigação:

    1. Conformidade vs. Design Inclusivo
      A distinção entre passar num validador automático e um produto realmente utilizável, incluindo o fluxo de interação confuso, carga cognitiva elevada e erros sem forma de recuperação, apesar de um bom score.
    2. Vieses Comuns de Investigação
      As desculpas recorrentes que adiam ou excluem pessoas com deficiência da investigação: “testamos isso no fim”, falta de orçamento, presunção de que os utilizadores não usam tecnologias assistivas.
    3. A Cadeira Vazia: refletir sobre que grupos não estiveram representados num estudo, que decisões foram tomadas sem essa representação, e o que poderia ter sido diferente.
    4. Exercício “Mapa de Pressuposições”
      Por segmento de produto (seguros, crédito à habitação, conta jovem, investimento), listar as pressuposições sobre os utilizadores e identificar que grupos com impedimentos ficam excluídos por elas.
  • 1.2. Tecnologias Assistivas por Tipo de Impedimento:

    1. Relevância dos Impedimentos
      O modelo permanente / temporário / situacional aplicado a toque, visão, audição e fala: qualquer pessoa pode enfrentar uma limitação temporária ou situacional pelo contexto.
    2. Impedimentos Visuais e Motores
      Navegação sem rato e consumo linear de conteúdo; a incompatibilidade entre tarefas cronometradas, hovers e controlo por voz.
    3. Impedimentos Cognitivos
      A carga cognitiva como fator central de exclusão, a fadiga real em sessões longas, a necessidade de linguagem clara e de múltiplos modos de resposta.
    4. Exercício “Laboratório de Empatia”
      Realizar uma tarefa simples numa app com os olhos fechados, navegando só com teclado, ou com o ecrã ampliado a 400%, para criar empatia no contexto da investigação, não para simular deficiências.
  • 2. Processo, Recrutamento e Métodos

  • 2.1. Planeamento e Recrutamento:

    1. Validação Processual
      Verificar se o próprio processo de investigação tem em conta a acessibilidade: documentos de suporte, recrutamento, consentimento, condução das sessões e análise dos dados.
    2. Adaptando o Setup de Research
      Consentimentos em linguagem clara e em múltiplos formatos, sessões 1,5x a 2x mais longas, requisitos técnicos enviados com antecedência, e um ambiente calmo para atividades sensoriais.
    3. Dificuldades e Canais de Recrutamento
      Painéis não representativos e dependentes de literacia digital, impedimentos que permanecem invisíveis; canais alternativos. Uso de painéis especializados, organizações de deficiências, comunidades online e amostragem bola de neve.
    4. Escrever um Screener Inclusivo
      Perguntas a evitar (enquadramento médico, perguntas binárias sobre deficiência) e perguntas a usar (uso de tecnologias assistivas, necessidades de acesso para a sessão).
    5. Exercício “Rescrever o Screener”
      Escrever um screener de investigação para uma app móvel, identificar 3 pontos que tiveram especial consideração.
  • 2.2. Métodos de Investigação:

    1. Testes de Usabilidade Adaptados
      Expandir o tempo de sessão, usar protótipos em HTML em vez de Figma, e separar a partilha de ecrã do feed de áudio das tecnologias assistivas.
    2. Conduzir e Analisar a Sessão
      Adaptar o protocolo think-aloud, observar em silêncio sem intervir, e categorizar os achados por Perceptível, Operável, Compreensível e Tecnológico, priorizando por gravidade e frequência.
    3. Testes de Guerrilha e Testes de Conteúdo
      As diferenças entre teste formal e teste de guerrilha; avaliação de conteúdo pelos princípios Percetível, Compreensível, Operável e Robusto: texto, imagens, links e formulários.
    4. Exercício “Auditar a Acessibilidade de Conteúdo“
      Escolher uma página de um site, auditá-la com a checklist rápida de conteúdo, e apresentar 2 problemas selecionados.
    5. Outros Métodos e Remoto vs. Presencial
      Entrevistas, questionários e estudos de diário adaptados; as vantagens e os problemas do formato remoto para participantes que usam tecnologias assistivas.
    6. Da Investigação ao Negócio
      Argumentar com risco legal, tamanho de mercado e marca; e embeber a investigação inclusiva em todas as fases do processo de produto: descoberta, ideação, prototipagem, lançamento e pós-lançamento.
O Curso inclui:
  • Handouts temáticos
  • Exercícios práticos aplicados a processos reais
  • Certificado de Frequência de Formação SIGO
195€ por aluno (isento de IVA)
10% de desconto na inscrição simultânea de dois ou mais alunos da mesma instituição.
Datas:
  • 29 de Setembro e 1 de Outubro de 2026
    Terça e quinta-feira das 10:00 às 13:00
Para mais informações, contacte-nos.

Formador

Bruno Figueiredo

Formador certificado pelo IEFP com mais de 28 anos de experiência em formação e em consultoria em User Experience.

Foi um dos pioneiros desta área em Portugal, tendo sido o primeiro presidente da Associação Portuguesa de Profissionais de Usabilidade. Fundador e Curador da conferência internacional UXLx: User Experience Lisbon. Actualmente é docente na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e IADE.

Escreveu o livro "Web Design", editado pela FCA, com mais de 4 mil exemplares vendidos.

Local de Formação

Avenida D. João II, 13, Piso 1
1990-077 Lisboa
Portugal

Contactos

(+351) 211 310 999
Chamada para a rede fixa nacional